Anexo de véspera — o que é isto?Edital como fonte primária; prova anterior apenas como referência de estilo
Este anexo reúne os tópicos frios, literais e específicos do edital que costumam passar despercebidos em resumos comuns. Ele não substitui sua apostila principal, mas serve para fechar lacunas e aumentar precisão em questões conceituais.
Muito importanteEste material mantém apenas os 11 módulos escolhidos por você. Não incluí Comunicação e Anamnese, Extensão Universitária, Fundamentos Filosóficos/Históricos/Socioantropológicos, Introdução à Medicina, Saúde Coletiva ou Saúde e Sociedade, porque sua estratégia foi focar nos módulos biomédicos e procedimentais.
Como usarLeia cada item e tente explicar em voz alta antes de avançar. Marque apenas quando conseguir falar o mecanismo sem olhar. Na véspera, priorize: A Célula, Sistema Nervoso, Cardiovascular e Respiratório.
1. A Célula — tópicos frios do editalMacromoléculas, biomembranas, metabolismo, núcleo, ciclo, morte celular, matriz, comunicação e tecidos fundamentais
Recorte do editalMacromoléculas e relação com a água; síntese de macromoléculas; biomembranas; transporte e potencial eletrogênico; organelas oxidativas e metabolismo; sistema de endomembranas; citoesqueleto; núcleo interfásico; bases cromossômicas da hereditariedade, divisão celular e ciclo celular; gametogênese; sobrevivência e morte celular; relação célula-célula e célula-matriz; comunicação celular e transdução de sinais; tecido epitelial e conjuntivo.
1.1 Frios que aparecem escondidos
- Água e biomoléculas: a água forma pontes de hidrogênio, hidrata íons e moléculas polares, e cria o efeito hidrofóbico. Em prova, moléculas tipicamente anfipáticas são fosfolipídios, colesterol, ácidos graxos e ácidos biliares. Glicose, aminoácidos livres e ATP são polares, mas não são os clássicos formadores de bicamada.
- Síntese de macromoléculas: a moeda geral é ATP, mas tecnicamente cada polímero usa carreadores específicos. Ácidos nucleicos usam NTP/dNTP; proteínas usam aminoácidos ativados e GTP em etapas da tradução; polissacarídeos podem usar UTP/glicogênio. Se a questão perguntar de forma geral “principal fonte de energia”, a banca tende a aceitar ATP.
- Bicamada lipídica: o autosselamento decorre da termodinâmica das moléculas anfipáticas em água. A fluidez depende de comprimento das caudas, insaturações e colesterol. Caudas longas e saturadas reduzem fluidez; insaturações aumentam fluidez. O colesterol age como tampão de fluidez.
- Assimetria de membrana: scramblase redistribui fosfolipídios sem especificidade, principalmente no RE; flippases são seletivas e dependentes de ATP. Fosfatidilserina normalmente fica na face interna; sua externalização pode sinalizar apoptose.
- Transporte de glicose: entra por transportadores/carreadores da família GLUT, não por canais. SGLT usa simporte Na⁺/glicose e é transporte ativo secundário.
- Potencial eletrogênico: o potencial de repouso é dominado pela permeabilidade ao K⁺, mas não é exatamente E_K porque existe permeabilidade residual ao Na⁺. A Na/K-ATPase é eletrogênica, mas sua maior contribuição é manter os gradientes.
- Mitocôndria: cadeia respiratória na membrana interna; gradiente de prótons no espaço intermembranas; ATP-sintase usa o retorno de H⁺. Inibidores clássicos: rotenona, antimicina A, cianeto/CO, oligomicina. Desacopladores aumentam consumo de O₂ e diminuem ATP.
- Peroxissomos: β-oxidação de ácidos graxos de cadeia muito longa, detoxificação por H₂O₂ e catalase, síntese de plasmalogênios.
- Endossomo: função clássica de prova = reciclagem de receptores e proteínas transmembrana para a membrana plasmática ou para degradação.
- Lisossomo: pH ácido, hidrolases, degradação. A enzima lisossomal é endereçada por manose-6-fosfato no Golgi.
- Citoesqueleto: filamentos intermediários = 10 nm, resistência mecânica, sem motoras; microtúbulos = 25 nm, fuso, cílios, transporte com cinesina/dineína; actina = 7 nm, forma, contração, citocinese.
- Núcleo: carioteca dupla, poros seletivos, lâmina nuclear formada por laminas, que são filamentos intermediários. Eucromatina = ativa; heterocromatina = inativa. Nucléolo = rRNA e ribossomos.
- Ciclo celular: complexo mais relevante para progressão = CdK/ciclina. APC/C permite saída da metáfase. p53/p21 bloqueiam ciclo por dano ao DNA.
- Meiose: bivalente/tétrade surge na prófase I. Crossing-over no paquíteno. Anáfase I separa homólogos; anáfase II separa cromátides.
- Apoptose: Bcl-2 e Bcl-xL são anti-apoptóticas; Bax/Bak são pró-apoptóticas. Apoptossomo = citocromo c + Apaf-1 + procaspase-9. Caspases efetoras = 3/6/7. Necrose gera inflamação; apoptose não.
- Comunicação celular/transdução: receptores acoplados à proteína G, receptores tirosina quinase, receptores ionotrópicos, receptores nucleares. Segundos mensageiros: cAMP, IP₃, DAG, Ca²⁺. Amplificação é marca do sistema.
- Tecido epitelial: avascular, polarizado, células justapostas, lâmina basal. Especializações: microvilos, cílios, estereocílios. Glândulas exócrinas têm ducto; endócrinas não.
- Tecido conjuntivo: células + fibras + substância fundamental. Frouxo = suporte flexível; denso modelado = tendão/ligamento; denso não modelado = derme; reticular = fibras reticulares; elástico = ligamentos elásticos. Fibroblasto produz matriz; macrófago fagocita; mastócito participa de alergia.
1.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Glicose não atravessa por canal iônico; atravessa por transportador.
- Osmose não é transporte ativo; é movimento passivo de água.
- Endossomo não sintetiza proteína; quem sintetiza é RER/ribossomo.
- Filamentos intermediários não são os principais responsáveis por movimento; são resistência mecânica.
- Bcl-2 não é pró-apoptótica; é anti-apoptótica.
- Crossing-over não ocorre em meiose II; ocorre na prófase I.
- O gradiente de prótons fica no espaço intermembranas, não na matriz mitocondrial.
1.3 Checklist rápido
2. Método e Raciocínio Científico — tópicos friosPergunta, amostra, variáveis, delineamentos, estatística e ética
Recorte do editalPergunta de pesquisa; objetivos e hipóteses; busca de informações; população, amostra, tamanho amostral e poder; tipos de estudo; variáveis; delineamento; organização de dados; análise descritiva e estatística; testes estatísticos; ética e bioética.
2.1 Frios que aparecem escondidos
- Pergunta clínica: boa pergunta costuma ter PICO: paciente/problema, intervenção/exposição, comparação, desfecho. Pergunta de tratamento, prognóstico, diagnóstico, etiologia e prevenção pedem desenhos diferentes.
- Objetivo primário × secundário: objetivo primário define o desfecho principal e o tamanho amostral. Objetivos secundários são exploratórios e não devem ser usados como justificativa principal de poder estatístico.
- População × amostra: população-alvo é o grupo maior; população acessível é a parte recrutável; amostra é o grupo estudado. Erros de seleção nascem quando a amostra não representa a população.
- Tamanho amostral: aumenta quando a variabilidade é maior, quando se deseja detectar diferença menor, quando se exige maior poder e quando o alfa é mais rigoroso.
- Poder: poder = 1 − β. Baixo poder aumenta risco de erro tipo II: não detectar diferença real.
- Variáveis: qualitativa nominal = categorias sem ordem; qualitativa ordinal = categorias com ordem; quantitativa discreta = contagem; quantitativa contínua = medida. Variável contínua categorizada perde informação.
- Estudos observacionais: transversal = prevalência; caso-controle = parte do desfecho, usa OR; coorte = parte da exposição, mede incidência e RR.
- Estudos de intervenção: ensaio clínico randomizado permite avaliar eficácia/efetividade e causalidade, mas depende de ética, adesão e generalização.
- Estudos secundários: revisão sistemática e metanálise não são estudos primários. Metanálise combina estatisticamente resultados.
- Estudos qualitativos: entrevistam grupos, analisam discurso/percepções; não medem incidência nem substituem testes de hipótese quantitativos.
- Análise descritiva: média para distribuição simétrica; mediana para assimétrica; desvio-padrão mostra dispersão; frequência/percentual para categóricas.
- Testes estatísticos: qui-quadrado compara proporções/associação entre categóricas; t de Student compara médias entre dois grupos; t pareado quando o mesmo indivíduo é medido antes/depois; ANOVA quando há três ou mais grupos.
- p × IC: p decide rejeição de H₀ no limite convencional; IC mostra precisão. IC de RR/OR incluindo 1 = sem significância. IC de diferença incluindo 0 = sem significância.
- Erros: erro tipo I = concluir diferença inexistente; erro tipo II = perder diferença real.
- Ética: pesquisa com seres humanos exige risco-benefício, consentimento, confidencialidade, aprovação em comitê. Vulnerabilidade exige proteção adicional. Autoria científica exige contribuição real.
2.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Transversal não mede incidência.
- Caso-controle não calcula incidência diretamente; calcula OR.
- Metanálise não elimina viés dos estudos incluídos.
- p pequeno não prova causalidade sozinho.
- IC que inclui efeito nulo não permite concluir diferença.
- Qui-quadrado não é teste para comparar médias.
2.3 Checklist rápido
3. Sistema Circulatório — tópicos friosHemodinâmica, ECG, ciclo cardíaco, vasos, microcirculação, circulações especiais e PA
Recorte do editalFisiologia celular cardiovascular; hemodinâmica; coração; ECG; coração como bomba; ciclo cardíaco; sons; vasos; circulação coronariana; grandes vasos; circulações especiais; desenvolvimento/circulação fetal; microcirculação; controle local e humoral; fluxo laminar/turbulento; regulação da pressão arterial.
3.1 Frios que aparecem escondidos
- Eletrofisiologia: cardiomiócito ventricular: fase 0 por Na⁺ rápido; fase 2 plateau por Ca²⁺ tipo L; fase 3 por K⁺. Célula marcapasso: fase 4 instável por corrente funny, Ca²⁺ e queda de K⁺; não tem repouso estável.
- ECG: P = despolarização atrial; PR = condução AV; QRS = despolarização ventricular; T = repolarização ventricular. QRS se relaciona ao início da contração, não ao relaxamento.
- Sons cardíacos: S1 = fechamento das valvas AV; S2 = fechamento das semilunares. S3 pode ser fisiológico em jovens; S4 relaciona-se com contração atrial contra ventrículo rígido.
- Ciclo cardíaco: contração isovolumétrica e relaxamento isovolumétrico têm todas as valvas fechadas. Ejeção ocorre quando pressão ventricular supera a pressão da aorta/tronco pulmonar. Incisura dicrótica = fechamento da valva aórtica.
- Volume e fração: VS = VDF − VSF. FE = VS/VDF. Débito = FC × VS.
- Frank-Starling: dentro de limites fisiológicos, maior retorno venoso/maior volume diastólico final aumenta força de contração. Não se deve aceitar afirmação de que sobredistensão reduz fração de ejeção em percentual fixo como regra geral.
- Hemodinâmica: fluxo = ΔP/resistência. Poiseuille: resistência depende do raio⁴. Diminuir raio é o fator de maior impacto na redução de fluxo. Viscosidade e comprimento também alteram, mas menos.
- Turbulência: número de Reynolds alto favorece turbulência. Estenoses podem gerar sopros/frêmitos; dilatação pós-estenótica é sinal de estenose significativa. Aneurismas podem ter fluxo turbilhonar e estase, favorecendo trombose.
- Vasos: artérias elásticas = grandes vasos; artérias musculares = distribuição; arteríolas = resistência; capilares = troca; veias = capacitância e reservatório. Válvulas venosas evitam refluxo. Vasa vasorum nutrem vasos grandes.
- Endotélio: produz NO e prostaciclina, que promovem vasodilatação e inibem agregação plaquetária; endotelina é vasoconstritora.
- Microcirculação: forças de Starling determinam filtração e reabsorção. Hidrostática capilar favorece saída; oncótica plasmática favorece retorno. Linfáticos drenam excesso e proteínas.
- Circulação coronariana: fluxo coronário é maior na diástole, especialmente no ventrículo esquerdo, porque a sístole comprime os vasos. Isquemia ocorre quando oferta não acompanha demanda.
- Circulação cerebral: autorregulação mantém fluxo constante entre certos níveis de PA; hipercapnia dilata vasos cerebrais; hipóxia também causa vasodilatação. BHE protege o SNC.
- Circulação pulmonar: baixa pressão e baixa resistência. Diferente da circulação sistêmica: hipóxia alveolar causa vasoconstrição pulmonar.
- Circulação renal: alto fluxo, autorregulação, papel importante na pressão arterial via controle de volume e RAAS.
- Circulação cutânea: participa da termorregulação; simpático controla vasodilatação/vasoconstrição e sudorese.
- RAAS e PA: renina → ANG I → ANG II → vasoconstrição e aldosterona. ADH retém água. ANP promove natriurese.
- Barorreceptores: resposta rápida; adaptação em hipertensão crônica. Quimiorreceptores periféricos respondem a hipóxia/hipercapnia/acidose.
- Circulação fetal: veia umbilical traz sangue oxigenado; ducto venoso desvia do fígado; forame oval desvia para circulação sistêmica; ducto arterioso desvia do pulmão. Ao nascer: queda de resistência pulmonar, aumento de resistência sistêmica e fechamento funcional dos shunts.
3.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- QRS não coincide com relaxamento.
- Incisura dicrótica não é abertura da valva aórtica; é fechamento.
- Veia pulmonar carrega sangue oxigenado.
- Artéria pulmonar carrega sangue pobre em O₂.
- Hipóxia dilata vasos sistêmicos, mas contrai vasos pulmonares.
- Coronária esquerda irriga grande parte do VE; fluxo coronário esquerdo é mais diastólico.
- Diminuir raio do vaso tem efeito muito maior que aumentar comprimento ou viscosidade.
3.3 Checklist rápido
4. Sistema Respiratório — tópicos friosEmbriologia, mecânica, trocas, transporte, V/Q, ácido-básico e regulação
Recorte do editalDesenvolvimento respiratório; trajeto do ar; anatomia, biofísica, radiologia e histologia; mecânica e trocas gasosas; transporte de gases; relação ventilação/perfusão; regulação do equilíbrio ácido-básico; regulação da respiração.
4.1 Frios que aparecem escondidos
- Embriologia: o divertículo respiratório surge do intestino anterior. O septo traqueoesofágico separa traqueia ventral e esôfago dorsal. Fases: pseudoglandular, canalicular, sacular e alveolar. Surfactante torna-se clinicamente relevante nas fases finais.
- Anatomia do ar: brônquio principal direito é mais largo, mais curto e mais vertical. Zona de condução vai até bronquíolos terminais; zona respiratória inclui bronquíolos respiratórios, ductos, sacos e alvéolos.
- Histologia: traqueia e brônquios têm epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes. Brônquios têm placas de cartilagem. Bronquíolos têm músculo liso e não têm cartilagem. Alvéolos têm pneumócitos I e II.
- Mecânica: inspiração ativa; expiração tranquila passiva. Pressão intrapleural negativa mantém o pulmão expandido. Pressão transpulmonar = alveolar − intrapleural.
- Surfactante: reduz tensão superficial, aumenta complacência e evita colapso alveolar. Laplace: P = 2T/r.
- Volumes: VR não pode ser medido por espirometria simples. VEF1/CVF reduzido sugere distúrbio obstrutivo. Restrição reduz volumes com relação normal ou aumentada.
- Trocas gasosas: Fick: difusão aumenta com área, diferença de pressão e solubilidade; diminui com espessura. CO₂ difunde muito mais rápido que O₂.
- Espaço morto: anatômico = vias de condução. Alveolar = alvéolos ventilados não perfundidos. Ventilação alveolar = (VT − espaço morto) × FR.
- V/Q: perfusão é maior na base. Gradiente de perfusão é mais acentuado que o de ventilação. Ápice tem V/Q maior; base tem V/Q menor. Média global ~0,8. Embolia gera espaço morto; atelectasia/consolidação geram shunt.
- Transporte de O₂: maior parte ligada à Hb. PaO₂ mede O₂ dissolvido. Conteúdo de O₂ depende de Hb, saturação e PaO₂. Desvio à direita libera O₂: ↑CO₂, ↑H⁺, ↑temperatura, ↑2,3-DPG.
- CO: liga-se à Hb com alta afinidade, reduz capacidade de transporte e desloca curva para a esquerda.
- Transporte de CO₂: bicarbonato é a principal forma. Anidrase carbônica é essencial. Efeito Haldane: desoxigenação facilita transporte de CO₂; oxigenação favorece liberação de CO₂.
- Equilíbrio ácido-básico: CO₂ é componente respiratório; HCO₃⁻ é metabólico. Acidose respiratória = hipoventilação; alcalose respiratória = hiperventilação. Acidose metabólica tende a gerar hiperventilação compensatória. Rins compensam mais lentamente; pulmão compensa rápido.
- Regulação: centros bulbares e pontinos. Quimiorreceptores centrais respondem principalmente a CO₂/H⁺ no líquido cefalorraquidiano. Periféricos respondem a PaO₂ baixa, H⁺ e K⁺. Nervo frênico C3-C5 inerva diafragma.
- Radiologia básica: brônquios direito/esquerdo não são simétricos; cúpula diafragmática direita tende a ser mais alta; derrame apaga seio costofrênico; pneumotórax mostra hipertransparência sem trama vascular.
4.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Célula alveolar tipo II produz surfactante; tipo I faz difusão.
- Bronquíolo não tem cartilagem.
- Ar expirado não é apenas ar alveolar; é mistura com espaço morto.
- Quimiorreceptor central não é o principal sensor de hipoxemia.
- Hiperventilação diminui PaCO₂ e tende a alcalose respiratória.
- V/Q média não é 2; é aproximadamente 0,8.
- Perfusão é maior nas bases, não nos ápices.
4.3 Checklist rápido
5. Sistema Nervoso — tópicos friosFilogenia, ontogenia, neurotransmissão, medula, SNA, tronco, cerebelo, diencéfalo, córtex, LCR e vias
Recorte do editalFilogenia; três neurônios fundamentais; desenvolvimento; neurônio motor superior/inferior; neurotransmissão; medula; SNP; reflexos; SNA; tronco; nervos cranianos; cerebelo; diencéfalo/telencéfalo; hipotálamo; núcleos da base; córtex; movimentos voluntários; límbico; sono/vigília; meninges/ventrículos/liquor; vascularização; grandes vias.
5.1 Frios que aparecem escondidos
- Filogenia e três neurônios: o sistema nervoso evolui de redes difusas para sistemas centralizados. Os três neurônios fundamentais são classicamente: aferente/sensitivo, interneurônio/integrador e eferente/motor.
- Ontogenia: tubo neural origina SNC; crista neural origina gânglios sensitivos, gânglios autonômicos, Schwann, melanócitos, medula adrenal e estruturas craniofaciais. Vesículas primárias: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Metencéfalo = ponte e cerebelo.
- Placas alares/basais: alar = sensitiva; basal = motora.
- Neurotransmissão molecular: síntese do neurotransmissor, armazenamento vesicular, chegada do PA, abertura de canais de Ca²⁺, fusão vesicular por SNARE, liberação, ligação a receptores, término por recaptação/degradação/difusão.
- Vesícula sináptica: função principal = armazenar e liberar neurotransmissores.
- Neurônios: neurônio sensitivo primário tem corpo celular em gânglio sensitivo. Neurônio motor inferior está na medula/tronco e vai ao músculo. Neurônio motor superior nasce no córtex e faz sinapse com interneurônios ou neurônios motores inferiores.
- NMS × NMI: NMS lesado causa espasticidade, hiperreflexia, Babinski. NMI lesado causa flacidez, arreflexia, atrofia e fasciculações.
- Medula: corno anterior motor; corno posterior sensitivo; corno lateral autonômico em T1-L2 e S2-S4. Raiz dorsal sensitiva; raiz ventral motora.
- Reflexos medulares: fuso muscular detecta estiramento; órgão tendinoso detecta tensão. Reflexo miotático monossináptico; órgão tendinoso de Golgi inibe o músculo.
- SNA: pré-ganglionares simpáticos e parassimpáticos liberam ACh em receptores nicotínicos. Pós-ganglionar simpático geralmente libera noradrenalina; exceção clássica: glândulas sudoríparas écrinas recebem ACh. Medula adrenal recebe pré-ganglionar simpático e libera adrenalina.
- Tronco encefálico: bulbo, ponte e mesencéfalo. Contém núcleos de nervos cranianos, formação reticular, centros cardiovasculares/respiratórios e reflexos integrados: pupila, córnea, vômito, deglutição, tosse, espirro, vestibulo-ocular.
- Nervos cranianos: I olfatório, II óptico, III oculomotor, IV troclear, V trigêmeo, VI abducente, VII facial, VIII vestíbulo-coclear, IX glossofaríngeo, X vago, XI acessório, XII hipoglosso.
- Cerebelo: coordenação, equilíbrio e aprendizado motor. Lesão cerebelar costuma causar sinais ipsilaterais: ataxia, dismetria, tremor intencional, disdiadococinesia.
- Tálamo: grande estação de retransmissão sensitiva. Hipotálamo: homeostase, fome, sede, temperatura, hipófise, sono.
- Núcleos da base: via direta facilita movimento; via indireta inibe. Dopamina excita via direta D1 e inibe via indireta D2. Substância negra degenerada = Parkinson. Lesão de núcleo subtalâmico = hemibalismo.
- Córtex: área 4 motora primária; 3-1-2 sensitiva primária; Broca = produção da linguagem; Wernicke = compreensão. Homúnculo: face e mãos têm grande representação.
- Límbico: hipocampo consolida memória; amígdala processa medo/emoção.
- Sono: NREM repara; REM tem sonhos e atonia. Adenosina aumenta pressão de sono; melatonina sinaliza noite.
- Meninges: dura-máter, aracnoide e pia-máter. Espaço subaracnoide contém LCR. Seios venosos drenam para jugular interna.
- LCR: plexo coroide produz; fluxo lateral → Monro → III → aqueduto → IV → Luschka/Magendie → subaracnoide → granulações aracnoideas. Hidrocefalia por obstrução ou falha de reabsorção.
- Vascularização: carótidas internas e vertebrais formam polígono de Willis. ACA = medial/perna; ACM = lateral/face e membro superior; ACP = occipital/visão.
- Vias: coluna dorsal/lemnisco medial = tato fino/propriocepção, cruza no bulbo. Espinotalâmica = dor/temperatura, cruza na medula. Corticoespinhal = motora, cruza nas pirâmides.
5.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Oligodendrócito mieliniza vários axônios; Schwann mieliniza segmento de um axônio no SNP.
- Plexo coroide produz LCR, não oligodendrócitos.
- Simpático pré-ganglionar é colinérgico, não adrenérgico.
- Metencéfalo origina ponte e cerebelo.
- Neurônio motor superior não está na medula como corpo celular principal; é cortical.
- Lesão cerebelar costuma ser ipsilateral, não contralateral.
- Dor/temperatura cruzam na medula; propriocepção/tato fino cruzam no bulbo.
5.3 Checklist rápido
6. Órgãos dos Sentidos — tópicos friosFace, visão, audição/vestibular, gustação/olfato e somestesia
Recorte do editalDesenvolvimento da face; visão; audição e equilíbrio; gustação e olfação; sistema somestésico superficial e profundo.
6.1 Frios que aparecem escondidos
- Face: desenvolvimento envolve arcos faríngeos, proeminências frontonasais, maxilares e mandibulares. Fenda labial/palatina surge de falhas de fusão entre processos faciais. Olho tem origem neuroectodérmica no cálice óptico e ectoderma superficial para cristalino.
- Olho: túnicas: fibrosa (córnea/esclera), vascular (coroide/corpo ciliar/íris) e neural (retina). Cristalino é lente ajustável. Humor aquoso circula da câmara posterior para anterior e drena no seio venoso.
- Retina: camada neural do cálice óptico origina fotorreceptores, bipolares, ganglionares, horizontais e amácrinas. Epitélio pigmentar vem da camada externa.
- Fototransdução: luz hiperpolariza fotorreceptores e reduz liberação de glutamato.
- Visão biofísica: córnea faz maior parte da refração; cristalino ajusta foco. Acomodação para perto: músculo ciliar contrai, zônula relaxa, cristalino fica mais convexo.
- Via óptica: fibras nasais cruzam no quiasma; temporais não. Lesão quiasmática = hemianopsia bitemporal.
- Pupila: miose parassimpática; midríase simpática.
- Orelha externa/média: pavilhão e meato coletam som; tímpano e ossículos transmitem. Martelo, bigorda e estribo ampliam energia e vencem impedância ar-líquido.
- Orelha interna: cóclea tem rampa vestibular, ducto coclear e rampa timpânica. Membrana de Reissner separa ducto coclear da rampa vestibular e ajuda a manter endolinfa/perilinfa separadas.
- Órgão de Corti: células de sustentação + células ciliadas receptoras. Estereocílios defletem e geram sinal elétrico.
- Tonotopia: base responde melhor a altas frequências; ápice a baixas.
- Vestibular: canais semicirculares detectam rotação; utrículo/sáculo detectam aceleração linear e gravidade por otólitos. VOR estabiliza o olhar.
- Gustação: botões gustativos em papilas. Salgado/ácido envolvem canais iônicos; doce/amargo/umami usam GPCR. Nervos: VII, IX e X.
- Olfato: neurônios olfatórios são bipolares e possuem cílios com receptores. Bulbo olfatório recebe informação; há relação direta com memória/emoção pelo sistema límbico.
- Somestesia: epicrítico = tato fino discriminativo; protopático = dor, temperatura e tato grosseiro. Propriocepção informa posição corporal. Coluna dorsal para tato fino/propriocepção; espinotalâmica para dor/temperatura.
6.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Canal óptico passa nervo óptico e artéria oftálmica.
- Cristalino não vem do cálice óptico; vem do ectoderma superficial.
- Luz não despolariza fotorreceptor; hiperpolariza.
- Membrana basilar não é igual à membrana de Reissner.
- Órgão de Corti é o transdutor auditivo, não o sistema ossicular.
- Canais semicirculares não detectam gravidade estática; utrículo/sáculo detectam.
- Tato fino usa coluna dorsal; dor usa espinotalâmica.
6.3 Checklist rápido
7. Aparelho Locomotor — tópicos friosTermos, esqueleto, osso, cartilagem, articulações, músculo, fuso, Golgi e anatomia aplicada
Recorte do editalTermos de posição e direção; desenvolvimento esquelético/muscular; tecido ósseo; esqueleto axial/apendicular; cartilagem; articulações; tendões/ligamentos/fibrocartilagem; músculos; tecido muscular; junção mioneural; fuso; fisiologia muscular; reflexos posturais.
7.1 Frios que aparecem escondidos
- Termos: medial/lateral, proximal/distal, cranial/caudal, dorsal/ventral, flexão/extensão, abdução/adução, pronação/supinação. Saber descrever movimentos é mais cobrado do que parece.
- Desenvolvimento: esqueleto axial e apendicular têm origens mesodérmicas específicas; crânio facial tem contribuição da crista neural. Ossificação intramembranosa forma ossos planos; endocondral usa molde cartilaginoso.
- Osso: osteoblasto forma matriz; osteócito mantém; osteoclasto reabsorve. Matriz orgânica = colágeno I; inorgânica = hidroxiapatita.
- Osso primário × secundário: primário/imaturo tem fibras desorganizadas; secundário/lamelar é organizado. Reparo ósseo envolve hematoma, calo fibrocartilaginoso, calo ósseo e remodelamento.
- Periósteo: membrana externa com células osteogênicas; importante para crescimento em espessura, nutrição e reparo.
- Esqueleto axial: crânio, coluna, costelas e esterno. Esqueleto apendicular: membros superiores/inferiores e cíngulos.
- Cartilagem: hialina = articular, traqueia, costelas; elástica = pavilhão auricular/epiglote; fibrocartilagem = discos, meniscos, sínfise. Fibrocartilagem não tem pericôndrio.
- Articulações: fibrosas, cartilaginosas e sinoviais. Sinovial tem cápsula, membrana sinovial, líquido sinovial e cartilagem articular.
- Coluna: flexão aumenta cifose torácica e reduz lordose lombar. Em prova, “aumento da curvatura” na flexão é classicamente a cifose torácica.
- Ombro: manguito rotador: supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular. Infraespinal/redondo menor fazem rotação externa; subescapular rotação interna. Supraespinal inicia abdução.
- Membro superior: nervo axilar lesado afeta deltóide e sensibilidade lateral do ombro; radial = extensão do punho; mediano = tenares/oposição; ulnar = intrínsecos/garra ulnar.
- Membro inferior: triângulo femoral tem conteúdo NAveL lateral→medial: nervo femoral, artéria, veia, linfáticos. Nervo fibular comum no colo da fíbula pode causar pé caído.
- Músculo esquelético: epimísio/perimísio/endomísio. Fibra multinucleada periférica. Sarcômero entre linhas Z. Banda A constante; banda I e zona H encurtam na contração.
- Contração: PA no túmulo T → DHP → RyR → Ca²⁺ do RS → troponina C → exposição de sítios da actina → pontes cruzadas. ATP é necessário para soltar a cabeça de miosina.
- Junção mioneural: ACh em receptor nicotínico gera potencial de placa motora.
- Unidade motora: motoneurônio + fibras inervadas. Recrutamento segue princípio do tamanho; força depende de recrutamento, frequência e comprimento inicial.
- Fuso e Golgi: fuso informa comprimento/velocidade; Golgi informa tensão e protege contra excesso.
- Reflexos posturais: mantêm postura por integração vestibular, visual e proprioceptiva; envolvem ajustes tônicos e respostas de equilíbrio.
7.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Osteócito é célula madura de manutenção; osteoblasto forma osso.
- Disco intervertebral é fibrocartilagem, não cartilagem hialina.
- Banda A não encurta na contração.
- Infraespinal faz rotação externa; subescapular faz rotação interna.
- Piriforme é referência para passagem do nervo ciático pelo forame isquiático maior.
- Quinto compartimento extensor do punho contém extensor do quinto dedo.
- Flexão da coluna não aumenta lordose lombar.
7.3 Checklist rápido
8. Cuidados de Enfermagem — tópicos friosBiossegurança, sinais vitais, sondagem, oxigenoterapia, punção e medicação
Recorte do editalBiossegurança; higienização das mãos; precauções padrão; antissepsia, desinfecção e esterilização; EPI e perfurocortantes; sinais vitais; sondagem vesical de alívio e demora; oxigenoterapia e aspiração traqueal; vias de medicação e punção venosa; diluições/preparo/prevenção de erros.
8.1 Frios que aparecem escondidos
- Higienização das mãos: é a medida básica mais importante. Momentos clássicos: antes do contato, antes de procedimento limpo/asséptico, após risco de exposição a fluidos, após contato com paciente e após contato com superfícies próximas.
- Precauções padrão: valem para todos os pacientes. Luvas se risco de contato com fluidos; avental se risco de respingo; óculos/máscara conforme risco. Perfurocortantes: não reencapar, descartar em recipiente rígido.
- Antissepsia × desinfecção × esterilização: antissepsia em tecido vivo; desinfecção reduz microrganismos em superfícies/artigos; esterilização elimina todas as formas, inclusive esporos.
- EPI: o EPI protege trabalhador e paciente, mas não substitui técnica correta. A escolha depende do risco.
- Sinais vitais: PA exige manguito adequado, braço apoiado, bexiga preferencialmente vazia, repouso. Manguito pequeno pode superestimar PA. Medir FR sem que o paciente perceba. SpO₂ pode falhar com má perfusão, esmalte escuro e movimento.
- Sondagem vesical: alívio = esvaziamento pontual; demora = cateter permanente. Ambas exigem técnica asséptica. Sistema fechado deve ser mantido; bolsa abaixo da bexiga; retirada precoce reduz ITU.
- Oxigenoterapia: cateter nasal para baixa FiO₂; máscara simples para média; Venturi para FiO₂ precisa, especialmente em DPOC/retentores de CO₂; reservatório para alta concentração.
- Aspiração: não é feita por horário fixo; é feita por necessidade clínica: secreção audível, dessaturação, aumento de trabalho respiratório. Técnica estéril, tempo curto, monitorização e retomada de O₂.
- Vias de medicação: via oral é prática, mas depende de deglutição/absorção; via IM tem absorção mais rápida que oral; via EV é rápida e exige maior cuidado. Escolher via depende do fármaco, urgência e condição do paciente.
- Punção venosa: escolha de veia adequada, antissepsia, fixação, datação e vigilância de flebite/extravasamento.
- Prevenção de erros: conferir paciente, medicamento, dose, via, horário, validade, registro e resposta terapêutica. Medicamentos de alta vigilância exigem dupla checagem.
- Cálculos: regra de três; diluição; gotejamento; bomba de infusão. Erros de vírgula/unidade são comuns.
8.2 Fórmulas essenciais
| Situação | Fórmula | Exemplo |
|---|---|---|
| Regra de três | concentração × volume | 500 mg/5 mL para 300 mg = 3 mL |
| Bomba | mL/h = volume ÷ tempo | 500 mL/8 h = 62,5 mL/h |
| Gotas/min | volume ÷ tempo(h) ÷ 3 | 500/8/3 ≈ 21 |
| Microgotas/min | volume ÷ tempo(h) | 500/8 ≈ 63 |
8.3 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Bomba de infusão não substitui prescrição nem monitorização.
- Aspiração não deve ser feita apenas por horário.
- Bolsa de urina não pode ficar acima da bexiga.
- Não se usa antisséptico alcoólico dentro de cateter de aspiração.
- Desbridamento adequado favorece granulação em ferida necrótica.
- KCl concentrado não pode ser feito em bolus.
- Reencapar agulha é erro grave.
8.4 Checklist rápido
9. Sistema Hematológico — tópicos friosMedula, hematopoiese, linfoides, hemocomponentes, hemostasia, hemograma e TMO
Recorte do editalMedula óssea e hematopoiese; sangue periférico × medula; sistema linfoide; circuito do sangue; transfusão; TMO; hemocomponentes; granulócitos/monócitos; eritrócitos; plaquetas; hemostasia; hemograma normal.
9.1 Frios que aparecem escondidos
- Hematopoiese: no adulto, medula ativa predomina em esqueleto axial e extremidades proximais. Com idade, há substituição por gordura. Hematopoiese extramedular pode ocorrer em baço/fígado em condições patológicas.
- Medula óssea: microambiente com células estromais, matriz, fatores de crescimento e vascularização. É local de produção e maturação.
- Linhagem mieloide: eritrócitos, plaquetas, granulócitos, monócitos. Linhagem linfoide: B, T e NK.
- Sistema linfoide: B amadurece na medula; T amadurece no timo. Órgãos linfoides primários = medula e timo. Secundários = linfonodos, baço, MALT. Linfócitos recirculam entre sangue, linfa e órgãos linfoides.
- Eritrócitos: anucleados, bicôncavos, deformáveis. Vida média ~120 dias. Baço remove células envelhecidas. EPO aumenta produção em resposta à hipóxia.
- Reticulócitos: hemácias jovens; aumento sugere resposta medular a sangramento/hemólise.
- Hemoglobina: HbA predomina no adulto; HbF no feto. Ferro, B12 e folato são essenciais para eritropoiese.
- Leucócitos: neutrófilos = bactérias; eosinófilos = parasitas/alergia; basófilos/mastócitos = hipersensibilidade; monócitos/macrófagos = fagocitose e apresentação; linfócitos = imunidade específica.
- Plaquetas: fragmentos de megacariócitos; TPO estimula. Vida 7-10 dias. Grânulos: ADP, Ca²⁺, serotonina, vWF, fibrinogênio.
- Hemostasia primária: vasoconstrição, adesão plaquetária via vWF-GPIb, ativação, agregação via GPIIb/IIIa-fibrinogênio.
- Hemostasia secundária: cascata de coagulação gera trombina, que converte fibrinogênio em fibrina; fator XIII estabiliza.
- Vitamina K: fatores II, VII, IX, X e proteínas C/S.
- TP/INR × TTPa: TP/INR avalia via extrínseca/comum e é usado para varfarina. TTPa avalia via intrínseca/comum e é usado para heparina.
- Fibrinólise: plasmina degrada fibrina; D-dímero indica degradação de fibrina.
- Hemograma: Hb/Ht, VCM, HCM, CHCM, RDW. Microcitose: ferropriva, talassemia. Macrocitose: B12/folato, álcool, doença hepática. RDW alto sugere anisocitose.
- Hemocomponentes: concentrado de hemácias para anemia/sangramento; plasma para múltiplos fatores/coagulopatia; plaquetas para plaquetopenia por falência ou sangramento grave em destruição.
- PTI: destruição imune de plaquetas; transfusão não é rotina, exceto sangramento grave com risco de vida.
- ABO/Rh: compatibilidade é essencial. Reação hemolítica aguda é emergência.
- TMO: autólogo usa células do próprio paciente; alogênico usa doador. Compatibilidade HLA reduz rejeição e DECH. Irmãos têm 25% de chance de ser HLA idênticos.
9.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Medula adulta não é igualmente ativa em todos os ossos.
- Plaquetas em PTI não são transfundidas rotineiramente.
- TTPa não é o teste principal da varfarina.
- TP/INR não avalia heparina como principal.
- Heparina não atua por falta de vitamina K.
- D-dímero indica fibrinólise, não apenas “inflamação”.
- Irmãos HLA-idênticos são 25%, não 75%.
9.3 Checklist rápido
10. Sistema Tegumentar — tópicos friosEpiderme, derme, glândulas, melanócitos, termorregulação, radiação e ciclo capilar
Recorte do editalEstrutura/desenvolvimento da pele; epiderme; junção derme-epiderme; derme; hipoderme; diferenciação basal-córnea; citoqueratinas; glândulas ecrinas/apócrinas; sudorese; termorregulação; melanócitos; unidade pilossebácea; radiação eletromagnética; ciclo capilar; glândula sebácea.
10.1 Frios que aparecem escondidos
- Epiderme: epitélio estratificado queratinizado, avascular. Queratinócitos predominam. Melanócitos, Langerhans e Merkel são células especiais.
- Diferenciação: basal → espinhoso → granuloso → lúcido (pele espessa) → córneo. Basal usa K5/K14; espinhoso usa K1/K10.
- Barreira: corpos lamelares liberam lipídios; filagrina ajuda agregação e hidratação; corneócitos e lipídios formam barreira.
- Junção derme-epiderme: membrana basal, hemidesmossomos, fibrilas de ancoragem. Derme papilar tem papilas; reticular é mais espessa.
- Derme: colágeno, elastina, fibroblastos, vasos, nervos e anexos. Hipoderme é tecido adiposo subcutâneo.
- Glândulas écrinas: merócrinas, secreção aquosa, importantes na termorregulação, controle simpático colinérgico.
- Glândulas apócrinas: axilas/aréolas/períneo, desembocam no folículo, ativas após puberdade, secreção viscosa e odor após ação bacteriana.
- Glândulas sebáceas: holócrinas, desembocam no folículo, secreção lipídica, controle androgênico, mais ativas na puberdade.
- Termorregulação: radiação, condução, convecção e evaporação. Convecção aumenta com vento; evaporação domina quando ambiente está quente. Simpático controla sudorese e fluxo cutâneo.
- Melanócitos: origem na crista neural, migram para pele, ficam na camada basal. Tirosinase produz melanina em melanossomos; melanossomos são transferidos aos queratinócitos.
- Radiação: melanina protege DNA contra UV. UVB está mais associada a eritema e dano direto; UVA penetra mais e participa de fotoenvelhecimento. Exposição crônica aumenta risco de mutações.
- Unidade pilossebácea: folículo + glândula sebácea + músculo eretor do pelo.
- Ciclo capilar: anágena = crescimento; catágena = regressão; telógena = repouso/queda. No couro cabeludo, anágena é longa. Influência hormonal, especialmente andrógenos, modifica folículos em áreas específicas.
10.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Glândula sebácea é holócrina, não merócrina.
- Écrina é simpática colinérgica, exceção importante.
- Convecção não diminui com vento; aumenta.
- Anágena é a fase de crescimento, não de queda.
- Pele espessa tem estrato lúcido e não tem folículos.
- Melanócitos não são queratinócitos.
- Radiação não age apenas por calor; UV pode lesar DNA.
10.3 Checklist rápido
11. Suporte Básico de Vida — tópicos friosMal súbito, RCP, DEA e OVACE
Recorte do editalProtocolo de atenção ao mal súbito; obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE); treinamento dos procedimentos.
11.1 Frios que aparecem escondidos
- Mal súbito: segurança da cena, avaliar responsividade, pedir ajuda/DEA/SAMU, avaliar respiração. Gasping é sinal de parada, não respiração eficaz.
- RCP adulto: 100-120 compressões/min, 5-6 cm, retorno torácico completo, minimizar interrupções. Relação 30:2 sem via aérea avançada.
- DEA: usar assim que disponível. Após choque, retomar compressões imediatamente.
- Ritmos: FV e TV sem pulso são chocáveis; assisolia e AESP não são chocáveis. Em não chocáveis, manter RCP de qualidade e buscar causas reversíveis.
- OVACE consciente: tosse eficaz: incentivar tosse. Obstrução grave: alternar golpes interescapulares e compressões abdominais.
- Gestante/obeso: compressões torácicas em vez de abdominais.
- Lactente: 5 tapotagens nas costas + 5 compressões torácicas; nunca compressão abdominal clássica.
- OVACE inconsciente: deitar a vítima, iniciar RCP, inspecionar boca antes das ventilações e remover objeto apenas se visível/acessível. Não fazer varredura digital cega.
11.2 Radar de pegadinhas
Pegadinha
- Vítima inconsciente por engasgo não deve ficar em decúbito lateral esperando.
- Não se usa objeto improvisado para varredura cega.
- Gasping não é respiração normal.
- Compressões não devem ser interrompidas para checar pulso demoradamente.
- Após choque do DEA, não se deve parar para reavaliar longamente; retoma compressão.
11.3 Checklist rápido
Roteiro de véspera — 90 minutosSe o tempo estiver curto, siga esta ordem
| Bloco | Tempo | O que fazer |
|---|---|---|
| A Célula | 20 min | Revisar membrana, transporte, endossomo, mitocondria, ciclo celular, apoptose e junções/matriz. |
| Sistema Nervoso | 20 min | Revisar vesículas, neurotransmissão, NMS/NMI, SNA, tronco, vias e LCR. |
| Cardiovascular | 15 min | Revisar ECG, ciclo cardíaco, pré/pós-carga, Poiseuille, Starling capilar e circulação fetal. |
| Respiratório | 15 min | Revisar mecânica, V/Q, transporte de gases, quimiorreceptores e ácido-básico. |
| Enfermagem + SBV | 10 min | Revisar sondagem, oxigenoterapia, aspiração, medicação, mal súbito e OVACE. |
| Hemato + Tegumentar | 10 min | Revisar hemostasia, hemograma, transfusão, glândulas, melanócitos e termorregulação. |
MemorizeNa prova, leia todas as alternativas. A Vunesp/FMB costuma trocar uma palavra-chave que inverte o mecanismo. Se a alternativa contiver “apenas”, “somente”, “nunca” ou “independentemente”, redobre atenção.